{Blábláblá} sobre viver de arte + dicas de filmes e documentários inspiradores.

Atualizado: 4 de Mai de 2018

{este post tem mais ou menos 05 minutos de leitura sem direito a pausa para respirar}.


A gente passa anos tentando acreditar que está no caminho certo até que um dia, isso te sufoca de um jeito que te obriga a dar um outro rumo pro coração.


Quantas vezes você fez o que os outros achavam que você deveria fazer? Quantas ideias você engavetou para não ser um problema na vida de alguém? Quantas vezes você fingiu estar bem, mesmo quando no fundo nada ia bem?


Durante anos, deixei minha essência de lado, para ser alguém que um outro alguém pudesse admirar ou se orgulhar, e isso quase me enlouqueceu.

Grandes mudanças só acontecem quando você escolhe o caminho que deseja fazer, sem se deixar contaminar por barulhos externos. E não tenham dúvidas, inimizades daqui, olhos tortos dali, sua família sem saber o que fazer, os amigos desistindo de você. É isso que você ganha quando escolhe se permitir viver do modo que faz sentido pra você, só pra você!


Fazer o que te move, pode causar dor em outras pessoas, porque no fundo todo mundo também deseja uma dose de loucura e de coragem para sair do "ponto morto". E comigo não foi diferente!


Depois de trabalhar anos na minha área de formação (publicidade) e de viver infeliz pelos cantos, reclamando da vida e de tudo, entendi que eu precisava fazer alguma coisa por mim sem me preocupar com aquelas certezas que só são inventadas para te "proteger" das "instabilidades" da vida. Como se algo na vida fosse estável!


Ouvia muito que o correto era ter um emprego com carteira assinada, horário de trabalho fixo (das 8h - 18h), casa, carro e alguns dias de férias para recuperar a energia ou insanidade. Esse modelo pode até funcionar para muito, mas para mim era tortura. É engraçado como esse padrão de vida pode parecer ser seguro para alguém. Mas enfim, pra mim até fez algum sentido por muito tempo, até que entrei em colapso.


Nada mais fazia sentido, nada mesmo! Então resolvi me demitir, tentei fazer outras coisas que não tinha absolutamente nada a ver com minha profissão como uma válvula de escape, passei um bom tempo estudando mas nunca me permitia ficar em silêncio.


Ouvir o que minha alma pedia era insanidade, até perceber que eu estava mergulhada em uma tristeza profunda, sem saúde física e emocional para lidar com as cobranças internas e externas e com a autoestima completamente esgotada.

Tudo mudou, quando percebi que me encarar diante do espelho era nojento. Eu sentia culpa e vergonha por estar daquele jeito e só pensava em fugir para bem longe de mim. Só que até para fugir, você também precisa de coragem.


Coragem significa agir com o coração.

O primeiro passo foi dado, quando resolvi desistir dos pensamentos e ideias engessadas (minhas e as de quem me rodeava). Passei a me perguntar o que eu gostaria de sentir e não o que eu gostaria de ser, e isso teve um resultado inusitado.


Com uma câmera nas mãos, fui dando cor, forma e poesia para meus sentimentos. A partir daí, um caminho ainda muito longo precisava ser percorrido até nascer a Bloom, mas eu estava certa de que nem sempre nosso caminho precisa ser cheio de dor. Inclusive, acho que está aí o grande segredo para viver explorando seus próprios recursos internos e talentos de forma saudável, sustentável e feliz.

A fotografia, assim como qualquer outro meio de expressão da alma (pintura, dança, música, artesanato), só tem valor quando você valoriza a sua própria essência. Afinal, não adianta medir valor com quem não valoriza a si mesmo, com quem não sabe o valor dos próprios sentimentos. E fotografia é a mais pura tradução de sentimentos.

Ver, tocar, sentir... uma imagem pode resgatar muitos sentimentos, inspirar mudanças no mundo, despertar curiosidades, provocar impulsos, contar histórias, eternizar momentos e ser o seu jeito de ver a vida e de apreciar a beleza das pequenas poesias do dia a dia. Mas, transformar seu olhar em um negócio é duro, cruel e faz doer muito. Costumo dizer que é quase loucura. Você vive rodeado de monstros, de culpa, insegurança e vulnerabilidade, mas é como um vírus, mutante e fugaz.


Viver de fotografia me inspira, me move e me faz ser quem sou frame por frame como num filme cheio de aventura, tormentos, romances, comédias e amor. Sempre muito amor!

Só de silenciar o ego é possível sentir que existem outros caminhos além de trabalhar o dia todinho para ter e ser alguém na vida. Viver uma vida todinha com um propósito maior do que o de pagar as contas no fim do mês é libertador. Mas, sair deste ciclo não é fácil, porque quebra todas as teorias que você mesmo criou sobre o que é sucesso por exemplo, mas te faz experimentar o amor que é a base de todos os outros: o amor próprio.


Cultivar o amor próprio foi o melhor caminho que encontrei para modelar minhas próprias ideias. Aliás, você pode começar a cultivá-lo se livrando de ideias prontas e modelando as próprias, amolecendo sua cabeça de certezas absolutas por exemplo. Isso te torna muito mais humano e feliz!

É libertador mesmo, fazer as coisas do nosso jeito. Mas se não existir amor próprio você sempre será dependente da aprovação alheia para fazer o que quer que seja!


Por isso eu resolvi escrever este post e te contar que por trás de tanto amor que cultivo no meu trabalho e de todos os sentimentos que desperto em você através do meu olhar, existe um coração de pudim florescendo cheio de incertezas, mas carregado de muito respeito por cada passo que damos juntos quando podemos caminhar lado a lado: você sorrindo pra mim, beijando seu cachorro, curtindo sua família e eu sentindo tudo com meu coração e transformando essa experiência em memórias cheias de alma.




Uma das coisas que mais amo fazer na vida é não ter nada pra fazer! kkkk

E quando não tenho nada pra fazer, me permito a fazer coisas que gosto de fazer! kkkk

Uma delas é assistir documentários e filmes na Netflix! <3


Acho que parte do meu desabrochar para a vida de novo depois de tanta amargura, aconteceu assistindo filmes e documentários em frente a tv, enquanto eu me acabava de comer pipoca e sorvete ao lado da Melekinha e Amora. Sim, isso me rendeu alguns quilinhos a mais na balança, e o que que tem?


Não estou aqui tentando te vender minha fórmula da felicidade, mesmo porque acho que isso não existe. Mas, criei uma pequena lista de filmes e documentários que me ajudaram construir uma jornada mais leve e repleta de significados. E, quero compartilhar contigo porque acredito que possa te inspirar também.





Com Amor, Van Gogh: antes de qualquer coisa, Van Gogh é minha maior inspiração pra tudo que eu faço na vida, então eu não poderia deixar de citar este filme aqui na minha listinha inspiradora. O filme Com amor, Van Gogh, além de ser uma obra de arte lindíssima, toda pintada a mão por artistas plásticos do mundo todo, é um retrato perfeito do que é viver de arte no mundo, apesar da história ser supostamente vivida em 1800 e bolhinha. (mais precisamente 1890-91)


Innsaei: documentário belíssimo sobre a filosofia islandesa que promove a conexão das pessoas por meio da empatia e intuição. Um jeito lindo de começar a pensar sobre se ouvir, se calar e se conectar com a sua própria essência.


Se enlouquecer, não se apaixone: este filme conta a história de um adolescente que resolve se internar num hospício na tentativa de compreender seus próprios sonhos, desejos e se livrar da pressão externa e cobranças dos pais. Assisti esperando por mais um besteirol americano, mas me surpreendi com tamanha delicadeza com que o assunto é tratado. Me tocou de mais, e acho que vale a pena assitir!


From Business to Being: chorei muito com esse documentário, porque depois que a gente se encontra em meio a tanto barulho no mundo, entramos num processo quase que automático na busca de ser melhor em tudo, corresponder todas as expectativas, surpreender, estar no topo e provar para Deus e o mundo o quanto somos foda e o quanto podemos dar conta de tudo. Tudo ilusão! Este documentário é ótimo para começar a refletir sobre como queremos alcançar o topo da montanha: exaustos ou gratos? Entendi que existe um sistema por trás disso tudo e que é preciso muito autoconhecimento e de novo, muita coragem para sair deste ciclo EGOnomista, altamente destrutivo.


Espero poder ter tocado seu coração de alguma forma, dividindo um pouquinho de mim pra você.


vem  ficar  pertinho

Se você quiser fazer parte desse novo e divertido projeto da @bloomfotopoesia, deixe seu contato aqui para receber as novidades em primeira mão e promoções exclusivas.

  • Branca Ícone Blogger
  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branca ícone do YouTube

©2019 criado por Bloom Fotopoesia. 

Todos os direitos reservados.

Tel: 55 11 98229-6210

oie@bloomfotopoesia.com.br

  • Black Facebook Icon
  • Preto Ícone Blogger
  • Black Instagram Icon
  • Black YouTube Icon